Design e a Sustentabilidade
A palavra-chave para a relação do titulo é: eco-eficiência. Trata-se de uma revisão dos conceitos do design industrial, adotados para produtos no mercado global, na busca de uma condição de equilíbrio na extração, utilização e reutilização dos recursos renováveis e não-renováveis disponíveis no meio. Sabe-se hoje que a relação entre o princípio da sustentabilidade planetária e o conceito de eco-eficiência de um produto, é o agente principal no design de produtos para este milênio.
Sabe-se que a correção do equilíbrio dos ecossistemas passa obrigatoriamente por mudanças nos processos industriais, nos modelos de produção hoje utilizados e até mesmo nos conceitos de qualidade. Globalmente falando, o planeta encontra-se polarizado em economias centrais e periféricas, tendo as primeiras, a necessidade de contenção dos níveis de produção, em vista do efetivo atendimento das necessidades da maioria da população. Por outro lado as economias ditas periféricas (países sul-americanos, por exemplo) necessitam retomar níveis de produção e consumo, com vista ao atendimento das necessidades básicas da população.
A palavra-chave para a relação do titulo é: eco-eficiência. Trata-se de uma revisão dos conceitos do design industrial, adotados para produtos no mercado global, na busca de uma condição de equilíbrio na extração, utilização e reutilização dos recursos renováveis e não-renováveis disponíveis no meio. Sabe-se hoje que a relação entre o princípio da sustentabilidade planetária e o conceito de eco-eficiência de um produto, é o agente principal no design de produtos para este milênio.
Sabe-se que a correção do equilíbrio dos ecossistemas passa obrigatoriamente por mudanças nos processos industriais, nos modelos de produção hoje utilizados e até mesmo nos conceitos de qualidade. Globalmente falando, o planeta encontra-se polarizado em economias centrais e periféricas, tendo as primeiras, a necessidade de contenção dos níveis de produção, em vista do efetivo atendimento das necessidades da maioria da população. Por outro lado as economias ditas periféricas (países sul-americanos, por exemplo) necessitam retomar níveis de produção e consumo, com vista ao atendimento das necessidades básicas da população.

Lustre feito de bases de garrafa PET, de Michelle Brand
Produção e Consumo versus Meio Ambiente
No primeiro caso, das economias centrais (principalmente as da Europa Ocidental), este atendimento de necessidades da população, iniciado com a reconstrução da Europa após a segunda guerra mundial, deu-se a custa de grandes danos ambientais, com impactos em nível planetário.
No segundo caso, das economias periféricas, o fator agravante na retomada do crescimento e atendimento das demandas de mercado, vem sendo a utilização de tecnologias obsoletas importadas de economias centrais, ainda poluentes e danosas ao meio natural. Esses modelos industriais importados, sem um upgrade devido, caracterizam-se pela baixa capacidade de absorção dos seus efluentes industriais, por parte do entorno imediato.
As duas situações descritas estão diretamente vinculadas a questão principal e de interesse global, qual seja, a preservação dos ecossistemas. Na medida em que integra e interage nesta cadeia natural o homem, como elemento principal do sistema, necessita modificar determinadas funções que orientam as relações de troca entre os grupos sociais do planeta: marketing e design.
Se à função marketing (o quê fazer), segundo Kotler(1996), cabia, em nível estratégico, a identificação e o estabelecimento de briefings, faz-se necessário hoje que estes programas sejam compatíveis com aspectos relacionados ao binômio descontinuidade-descartabilidade, questões globais principais anteriormente referidas.
Se à função design (como fazer), ainda cumpre o papel, em nível tático, de concepção dos meios de troca, faz-se necessário, agora, atuar num patamar que contemple o binômio descartabilidade-reciclagem, sob a ótica dos processos de fabricação não-agressivos ao meio e à vida.
E, completando a tríade de funções, cabe à função tecnologia buscar meios de produção que viabilizem a materialização dos meios de troca, à luz de condições ambientais não-agressivas e com balanço energético em níveis aceitáveis.
Lenços umidecidos, biodegradáveis, para bebês.
(Baseado no texto de Mario dos Santos Ferreira da CIENTEC/RS)
PAULA

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