O designer pode muito bem criar meios de se alienar e manipular um grupo específico de indivíduos. A massa recebe um constante bombardeio de anúncios e ofertas na maioria das vezes enganosas, que diz proporcionar uma realidade não existente ou fora do alcance dessa parcela da população.
A televisão, por muitas vezes, impõe de certa forma uma maneira ideal de se viver, crescer, trabalhar, estudar, e até ser. Como o trecho da música “Pacato Cidadão” da banda brasileira Skank:
“...Pra que tanta TV
Tanto tempo pra perder
Qualquer coisa que se queira
Saber querer
Tudo bem, dissipação
De vez em quando é "bão"
Misturar o brasileiro
Com alemão
Pacato Cidadão!
É o Pacato da Civilização...”
O designer às vezes é o criador do denominado “lixo sentimental”, que é o que se produz e não tem real utilidade, ou não é mais necessária a sua produção em favorecimento de nova tecnologia. Um bom exemplo é a produção de CD’s musicais. Se hoje nós temos a possibilidade de se escutar musica sem necessariamente ter um arquivo físico, qual é então o motivo de se criar esse lixo desnecessário? É por que nós temos apego sentimental a certas tradições. Imagine quanto lixo deixaria de ser produzido, se priorizássemos o material não físico ao produto que necessariamente produz algum lixo?
Pensando ainda na questão de substituir o físico pelo não físico, temos também todos os nossos recibos, notas fiscais, senhas de banco, embrulhos de embalagens desnecessários, panfletos e etc... Esses são produtos que seu destino inevitável é o lixo, produz-se para ir ao lixo, direto.
Faz parte da profissão do designer ter conhecimento do fim que levará o seu produto, seja esse fim o lixo, a reciclagem ou a alienação e condução da boiada que é a massa.

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